
Projeto: Por uma vida sem violência – 4º semestre Serviço Social
Aluna: Charlene Santos
“ROUPA SUJA SE LAVA EM CASA”...
“BRIGA DE MARIDO E MULHER NÃO SE METE A COLHER”...
Enquanto não encararmos esse problema como um problema de todos, onde todos somos capazes de mudar essas atitudes, estaremos perdendo vidas. É muito fácil falarmos em violência domèstica quando ela está acontecendo longe de nós, a mídia relata apenas casos que acontecem e não trabalham com a prevenção contra essa violência. Tivemos casos que repercutiram como o caso da adolescente Eloá de Santo André, casos que envolveram um artista conhecido e admirado por muitas mulheres “os casos” do Dado Donabella, entre outros... Os casos envolvendo violência doméstica vão de norte ao sul, leste ao oeste, as notícias trazem nomes e situações diferentes, mas, no fundo é sempre o mesmo absurdo.
Após décadas de conquistas femininas e da queda de tantos tabus a relação homem-mulher ainda tem indícios de uma cultura machista, despreparada para assimilar que “todos são iguais perante a lei”. Isto leva a uma série de crueldades onde vemos a principal vítima sempre sendo a mulher por ser mais frágil, os problemas domésticos cresceram tanto, que foi criada uma Lei de proteção especial à vítima de violência no ambiente familiar, lei 11.340, de 07 de agosto de 2006, “Maria da Penha”, tendo como exemplo uma mulher que foi homenageada com o nome da Lei, cuja vida foi marcada por violência e maus tratos, ela não se calou e depois de muita luta e sofrimento conseguiu que outras mulheres fossem beneficiadas por essa proteção legal.
A violência doméstica e familiar é uma das formas da violação dos direitos humanos e se dá sob várias formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Portanto, a violência não ocorre apenas através de surras, chutes, pontapés, derramamento de sangue e até a morte; mas pela privação da liberdade de escolha, ao direito de ir e vir, a posse e anulação do outro, grande parte dos homens comportam-se com perverso desejo de controle de quem dizem amar, a ponto de colocar sua integridade em risco.
As mulheres que vemos serem ameaçadas, ou, que sabemos que são ameaçadas e nada fazemos para ajudá-las são de certa forma de nossa responsabilidade também, pois, como mulheres acabamos reféns da perplexidade o que nos mostra que tantas lutas e conquistas femininas acabam sendo incompletas.
Ás vezes me pergunto o que faz alguém imaginar ser dono do outro ou senhor do sofrimento alheio, inclusive da família?
No plano emocional, o pensar masculino parece ter sido insuficientemente afetado pelas mudanças nas leis, nos costumes, na realidade social, ainda está perdido, talvez mais do que o universo feminino, na armadilha da possessão, confundindo-a com amor e, no entanto, há quantos anos as leis e as convicções repelem esse domínio?
Talvez tenha chegado o momento de o movimento feminista se renovar, porém, agora lutar por outros motivos, para unir homens e mulheres que reconhecem na cultura da posse uma redução de seu potencial humano e vêem que a desigualdade de direitos ocasiona grave ofensa, afinal, quando a ordem é injusta, a desordem é um princípio de justiça, por isso devemos nos impor para que se cumpra os nossos direitos.
Já que sendo os direitos iguais, restam às pessoas se respeitarem mutuamente, cumprindo com isto dispositivos constitucionais, levando a paz entre todos e a não necessidade de punição a quem quer que seja para que as famílias vivam em um cenário de paz e amor, em favor da prole e da construção de uma família feliz.
É com esta idéia de luta contra este mal que assola as mulheres vítimas de violência doméstica que nós estamos aplicando este projeto que se baseará em coleta de dados, análise e intervenção se necessário, o qual propõe orientar e capacitar professores municipais a identificar e encaminhar casos de violência doméstica praticada contra a mulher. O contexto familiar violento afeta todos os membros da família, mas principalmente a criança que é o pólo mais frágil desta relação devido às dificuldades em lidar com esta nova situação, será na sala de aula que a criança irá dar sinais de alteração de comportamento emocional e físico devido ao contexto familiar violento.
Um encaminhamento rápido e preciso pode contribuir para a melhoria na qualidade de vida de muitas famílias.
Eu, aluna do Serviço Social Unopar, convido aos presentes para que participem comigo deste aprendizado que certamente irá acrescentar em nossas vidas tanto intelectualmente como emocionalmente.
Se nesta caminhada conseguir ajudar uma entre tantas mulheres que necessitam de apoio já me darei por satisfeita, pois, meu trabalho não foi em vão. Conto com vocês para que nosso projeto seja uma sementinha que germinará e dará bons frutos contra a violência doméstica.
Só a luta muda á vida, podemos e devemos fazer nossa história diferente...
NÃO A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA!!!






