LEMBRANDO QUE violência sexual não é só estupro cometido por um desconhecido,
O marido também estará praticando violência se ele:
- Forçar as relações sexuais (com ou sem violência física) quando a pessoa não quer, quando está dormindo ou doente,
- Forçar a prática de atos que causam desconforto ou repulsa,
- Obrigar a mulher a olhar imagens pornográficas quando ela não deseja,
- Obrigar a vítima a fazer sexo com outras pessoas.
*Ciclo da violência
1º fase – Podem ocorrer incidentes menores, como agressões verbais, crises de ciúmes, ameaças, destruição de objetos etc. Nesta fase de duração indefinida geralmente a mulher tenta acalmar seu agressor, sente-se responsável pelos atos do agressor e tenta se convencer de que tudo vai melhorar.
2º fase – É uma fase curta onde ocorre agressões mais graves, descontrole e destruição.
3º fase – É a fase da lua-de-mel onde o agressor demonstra remorso e medo de perder a companheira e faz juras de que nunca mais vai agir de tal maneira.
*Por que as mulheres agüentam tanto tempo uma relação violenta?
- Receio de prejudicar ainda mais os filhos,
- Vergonha diante dos familiares e amigos,
- Valores: Sociais, familiares, religiosos e culturais,
- Fatores emocionais,
- Medo do que pode sofrer com a separação,
- Esperança de que o marido mude o comportamento,
- A vítima muitas vezes está isolada de sua rede de apoio,
- Nossa sociedade ainda está despreparada para lidar com esse tipo de violência,
- Dependência financeira.
*Indicadores de violência apresentados em sala de aula
- Agressividade,
- Déficit escolar,
- Brincadeiras e desenhos de cunho sexual,
- Regressão a estado de desenvolvimento anterior: choro excessivo sem causa aparente, chupar dedos, enurese, etc.
- Falta de confiança no adulto,
- Isolamento social,
- Vergonha e timidez excessiva,
- Fuga de casa,
- Baixo nível de auto-estima e excessiva preocupação em agradar os outros,
- Ansiedade generalizada, comportamento tenso, sempre em estado de alerta.
Alguns profissionais que trabalham diretamente com crianças e adolescentes evitam comprometer-se em detrimento de ética profissional que lhes assegura estabilidade. Usam como argumento de que as crianças vão para a escola para aprender e que seu papel é o de ensinar e não de se envolver com os problemas de âmbito familiar de seus alunos. O importante da nossa missão não é solucionar o problema das crianças e das mulheres que sofrem violência, mas sim facilitar o acesso aos meios para que elas encontrem suas próprias soluções.
*Mitos sobre a violência doméstica
- A violência doméstica ocorre raramente,
- A violência doméstica é um problema exclusivamente familiar: roupa suja se lava em casa.
- A violência só acontece entre as famílias de baixa renda e pouca instrução,
- As mulheres provocam ou gostam da violência,
- A violência só acontece nas famílias problemáticas,
- Os agressores não sabem controlar suas emoções,
- Se a situação fosse realmente tão grave, as vítimas abandonariam logo seus agressores,
- É fácil identificar o tipo de mulher que apanha,
- A violência doméstica vem de problemas com o álcool, drogas ou doenças mentais,
- Para acabar com a violência basta proteger as vítimas e punir os agressores,
*Dicas para realizar uma acolhida solidária
- Procure estabelecer uma relação de confiança com a vítima,
- Não julgar,
- Não culpar,
- Não fazer dela mais vítima do que já é,
- Não infantilizar a vítima,
- Não tente advinhar! Escute!
- Nunca faça falsas promessas,
- Respeite as limitações da vítima,
- Tentar mostrar que tu podes compreender o que ela está vivendo,
*Encaminhamento de mulheres (acima de 18 anos)
violência física, emocional, patrimonial e moral
- Delegacia da mulher, delegacia da polícia civil (3744 3893 ou 4044)
-Brigada militar (190),
- Central de atendimento da mulher – (180),
* Encaminhamento de crianças ( 0 a 12 incompletos)
Adolescentes ( 12 a 18 anos)
Violência física, emocional e sexual
Conselho tutelar ( 3744 4466).
Com tudo, devemos sempre lembrar que sem segurança e sem apoio necessário é muito difícil escapar da violência de alguém que está tão próximo.
Qualquer mulher pode ser vitima da violência doméstica. Não importa se ela é rica, pobre, branca ou negra, se ela vive no campo ou na cidade, se ela é moderna ou antiquada, católica, evangélica, atéia ou umbandista. A única diferença é que as mulheres mais ricas conseguem esconder melhor sua situação e têm mais recursos para tentar escapar da violência.
O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que vêem e deixam o mal ser feito.
ESQUECER É PERMITIR,
LEMBRAR É COMBATER...
NÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA!!!